A praça é dos livros

“A praça! A praça é do povo
Como o céu é do condor
É o antro onde a liberdade
Cria águias em seu calor!”

(Castro Alves)

As pessoas precisam ter acesso aos bens que são públicos, como os espaços públicos. A praça talvez seja o melhor exemplo de um espaço  livre para o povo. Ao povo também  deve ser garantido o direito  à literatura, direito esse que só pode ser usufruído pelo ato da leitura.

Praça do Shopping Popular de Ceilândia

Praça do Shopping Popular de Ceilândia

Foi pensando nisso que em 2015 o Projeto Bibliorodas passou a frequentar algumas praças. A primeira não poderia ter deixado de ser a Praça do Shopping Popular de Ceilândia. Por lá, estivemos ao longo de 6 meses. Organizamos uma estante para o leitor e observamos o movimento dos livros indo e vindo, é bem verdade que muitos livros criaram asas e voaram alto, devem estar por aí…livres.

Também estivemos de passagem pela Praça do Varjão, onde distribuímos livros e leituras em uma ação voltada aos jovens. Fomos um pouco adiante no mapa do DF e nos instalamos em uma praça de Sobradinho. Lá experimentamos um formato diferente, com um cantinho fixo para os livros. O cantinho do Bibliorodas em Sobradinho recebe visitas de leitores a qualquer hora do dia, todos os dias.

As praças, assim como as feiras, expressam o valor da liberdade tão inspiradora para os leitores. São espaços públicos que precisam ser tomados como espaços de cultura e expressão de seu povo. A luta pela leitura une-se à luta pelo espaço público, pelo espaço da liberdade do livre pensar, do livre estar e ocupar.

“Portanto, a luta pelos direitos humanos abrange a luta por um estado de coisas em que todos possam ter acesso aos diferentes níveis da cultura. A distinção entre cultura popular e cultura erudita não deve servir para justificar e manter uma separação iníqua, como se do ponto de vista cultural a sociedade fosse dividida em esferas incomunicáveis, dando lugar a dois tipos incomunicáveis de fruidores. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos’ e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável.” ( O direito à literatura, Antônio Cândido)

Praça de Sobradinho

Praça de Sobradinho

Em 2016 continuaremos em luta pelo direito à literatura em espaços públicos. Aguardem notícias!

Anúncios
Esse post foi publicado em Ceilândia, Planejamento, Sobradinho. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s